Friday, February 27, 2009

Primeiro Ministro por um dia...

E se... existisse a possibilidade de ser primeiro ministro por um dia? Todos sabemos como isso não passa de retórica. Mas vamos supor que por um acaso do destino, o Primeiro Ministro português (seja ele quem for) sorteava e convidava uma família portuguesa para um jantar de Estado. Nesse acaso do destino, a família ganhadora era a sua. Obviamente que lhe passava pela cabeça o que deveria ou não abordar durante o jantar. Se deveria ou não fazer comentários políticos, se falava ou não sobre a situação do país. Ou se se limitava às futilidades do costume. Vamos supor que o Primeiro Ministro é uma pessoa de mentalidade aberta, sempre disposta a ouvir o povo, que o pôs no pedestal, e lhe pergunta que sugestões teria para tentar melhorar a vida do seu país. O meu desafio aqui, é propor-lhe que comente e nos sugira que medidas proporia ao Sr. Primeiro Ministro. Vou adicionando aqui a este post, todas as ideias que me passarem pela cabeça, mesmo não sendo um conhecedor nato sobre os mais variados assuntos que aqui vou escrever, baseando-me no senso comum.

ECONOMIA:
Não deveria o estado ser mais interveniente nas empresas onde detêm golden shares, nas empresas que detêm capital público e privado, e nas "suas" próprias empresas? Não deveriam as empresas públicas servirem de exemplos às outras? Não deveriam as empresas públicas serem as grandes fomentadoras de concorrência de mercado em benefício do consumidor e contribuinte? Não deveria o estado proporcionar melhores condições de vida aos seus contribuintes com o dinheiro que encaixa todos os meses? Só em Imposto sobre os Veículos (ISV) e o Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP), o estado em 4 anos arrecada mais de 20.000 milhões de euros de receita que são aplicados no financiamento das infraestruturas de transportes públicos. Sem dúvida que neste aspecto estão bem melhores que há 5/10 anos atrás, mas será que não se conseguiria fazer tão bem ou melhor, com melhor organização e optimização de recursos, permitindo dessa forma, também baixar esses impostos?
Outro ponto interessante é o facto de o estado português ter concedido um valor maior de subsidios a empresas privadas que a empresas públicas. Não deveria ser a preocupação principal do estado as "suas" empresas?

Como exemplo, temos a Caixa Geral de Depósitos. É verdade que o lucro da Caixa em 2008 caiu 46.4%, mas também é verdade que atingiu o belo número de 459 milhões de euros de lucro. Além disso o banco vai ainda entregar ao Estado 300 milhões de euros de dividendos. Não deveria ser papel do banco português do Estado patrocinar as melhores condições bancárias aos portugueses, e promover assim a concorrência a seguir o mesmo exemplo? Proporcionar as melhores condições de crédito habitação ao spread minímo possível, praticar as taxas de juro mais baixa aos empréstimos pessoais ou mesmo nos cartões de crédito, faria concerteza que mais portugueses aderissem ao banco ou que os demais concorrentes tivessem que praticar opções idênticas, e garantir que teriam uma vida um pouco mais desafogada. Além disso, sendo que a Caixa está entre os 50 bancos mais seguros do mundo, não seria interessante pensar numas destas ideias?

A concorrência na electricidade também é algo que veria com bons olhos. 3 anos sobre a liberalização, e os quase seis milhões de clientes de electricidade passarem a poder escolher o fornecedor, a EDP é cada vez mais a única alternativa... à EDP. O maior concorrente, "joint-venture" da Endesa com a Sonae, não vai renovar a maioria dos contratos com as indústrias. E para os domésticos a alternativa é a... EDP. Como poderemos ambicionar a pagar uma factura mensal inferior, se o próprio governo não impõe a saudável concorrência, e protege a "sua" empresa, com os preços da produção disponível em Portugal a serem demasiado caros face às tarifas do sistema público que o Governo mantém artificialmente baixas. Finalmente a aposta nas renováveis. Já não era sem tempo. Ainda assim não da melhor forma possível. Porque não dar reais benefícios fiscais a empresas a particulares que optem por este tipo de energia, promovendo os edificios/habitações auto-suficientes.


SAUDE:

Porque razão um profissional desconta tanto dinheiro por mês para o estado, e sempre que precisa de cuidados médicos, os hospitais estão a abarrotar de gente, o tempo de espera médio nunca é menos de 3 horas, isto para uma urgência, porque se estivermos a falar em consultas de especialidade, então o tempo médio sob em flecha e teremos que mudar a unidade de medida, para dias, senão semanas ou meses. Se pensarmos em cirurgias então chegamos ao ridículo de ter que esperar meses a fio. Não seria suposto uma das prioridades do governo garantir cuidados de saúde decentes a todos os seus contribuintes? Acho que seria o mínimo exigível.
Os nossos hospitais estão a ficar velhos, para não dizer que são. Proporcionar melhores condições de trabalho aos profissionais da saúde e a quem os procura por necessidade (ninguém vai a um hospital porque não tem nada para fazer) seria também uma medida que veria com bons olhos. Alguns hospitais chegam a ser deprimentes, tais as condições em que profissionais e utentes os encontram.

Friday, February 20, 2009

Factura Electrónica: Não deveria também beneficiar o consumidor final?

Se o caro/a leitor(a) for como eu, que se preocupa com o ambiente um pouco mais que o quanto baste, já deve ter aderido ao serviço de facturas electrónicas de algum prestador de serviços e consumo.

Ora como se pode ler neste artigo da MSN Noticias, "Adopção da factura electrónica pouparia milhões", não deveria o consumidor final beneficiar também desta poupança absurda e ser ressarcido em alguns €€ sobre o valor final que paga nos serviços que lhe disponibilizam factura electrónica?

Na minha humilde opinião, sem dúvida, nem que fosse de apenas €1 a redução no pagamento final. Se pensarmos que a maioria dos operadores de Televisão, Internet, Telefone já disponibilizam facturas electrónicas, juntemos ainda as contas da Luz, Água e Gás. Se nos lembrarmos ainda que os bancos já enviam o extracto mensal também por via electrónica, bem como a Via Verde, isto apenas para nomear alguns, já estamos a falar alguns €uros a menos que dispenderiamos todos os meses.

É óbvio ainda, penso que para todos os leitores que €1 até deve ficar aquém do que poderíamos beneficiar. Pensemos todo o trabalho necessário para receber em casa uma factura de prestação de serviço. Máquinas de impressão e de envelopagem, bem como a respectiva manutenção e economato para as mesmas, folha(s) de papel, envelope, selo...

Ora não nos parece que a DECO poderia realmente fazer mais pelo consumidor? Dado que todos estamos a ajudar o meio ambiente parece óptimo, mas deixar que as empresas que nos prestam um serviço subam o seu lucro à nossa custa, poupando milhares de €uros, parece-me que se podia dividir o "mal" pelas aldeias!!

Wednesday, February 18, 2009

Jornais e Revistas Diários

Gostava de partilhar um site e serviço que muito me agrada e certamente a todas as pessoas que gostam de acompanhar o dia-à-dia frenético do mundo jornalístico e de acompanhar os destaques do dia informativo.

No site Jornais e Revistas, temos acesso ás 1ªs páginas de jornais e capas de revistas do dia. Temos ainda a possibilidade de nos registarmos no site e receber diariamente a mesma informação na nossa caixa de correio electrónico. Que tal uma visita e tirar as suas próprias conclusões?

Boas informações!!

Sunday, February 8, 2009

Definições Euribor, Taxa de Juro Directora e afins...

EURIBOR: Definição formal: "Euribor - Euro Interbank Offered Rate: A Euribor é uma taxa de juro á qual são oferecidos depósitos a prazo interbancários em Euros, dentro da zona Euro, por um Banco de primeira ordem a outro Banco de primeira ordem".
O patrocinador da Euribor é a "FBE - Fédération Bancaire de l’Union Européenne" que representa 2800 bancos dos Estados Membros da União Europeia.
A Euribor é a taxa de juro de referência para o Euro, para diversos prazos, amplamente utilizadas nos mercados financeiros, e reconhecidas como representativas das condições de mercado no momento da sua fixação.
Diariamente um conjunto de bancos, que são aqueles que têm o maior volume de negócio nos mercados monetários da zona Euro, contribuem com cotações para os mais variados prazos, A Euribor existe para prazos desde uma semana até doze meses.
Pelas 11 horas (GMT - Londres) a entidade responsável pelo cálculo da Euribor, que entretanto recebeu as contribuições dos bancos participantes, elimina 15% das cotações mais altas e 15% das cotações mais baixas e calcula a média dos restantes 70% de contribuições arredondada à 3ª casa decimal, publicando-a imediatamente.

Em Portugal, até 1998, as taxas interbancárias eram conhecidas como Lisbor e eram determinadas pelos 8 principais bancos portugueses. Depois da introdução do euro foi decidido criar uma taxa de juro interbancária válida para toda a zona euro. A Caixa Geral de Depósitos é o único banco português representado nesse lote. Para mais informação pode consultar www.euribor.org.

SPREAD: É a margem de comercialização do banco em relação ao preço de compra (procura) e venda (oferta) de dinheiro. Basicamente é a margem de lucro que o banco irá beneficiar com o nosso empréstimo e um percentual acrescido à taxa de juros, comum em operações de crédito externo. É também conhecido como "taxa de risco".

JUROS: é uma compensação paga por quem pede emprestado ao que empresta, pelo facto deste último deixar de utilizar o dinheiro noutros fins para o emprestar. Pagamos juros quando pedimos emprestado ao banco e recebemos juros quando emprestamos dinheiro ao banco com as nossas poupanças, que por sua vez o banco utiliza para emprestar a outro cliente.

INFLAÇÃO: A Inflação é o aumento do nível geral dos preços de bens e serviços no consumidor numa zona económica. Corresponde a uma queda do poder de compra.

DEFLAÇÃO: Ao contrário da inflação, a deflação é a quebra generalizada dos preços dos bens e serviços, geralmente associada a graves recessões económicas e a restrições da procura, da produção/oferta e do emprego. Tal como a inflação, a deflação é medida como a taxa de variação do Índice de Preços no Consumidor (IPC). A deflação não mais é do que uma "inflação negativa".

Tuesday, February 3, 2009

Contribuição AudioVisual na factura da EDP

Tenho assistido a algumas discussões na internet sobre a contribuição Áudio/Visual que pagamos todos os meses na factura da EDP. A discussão versa o porque desse pagamento, e se é possível o seu anulamento.

A Contribuição para o Áudio Visual está em vigor desde 01.09.2003 nos termos da Lei nº30/2003, publicada no Diário da Republica nº193, I - A Série de 22 de Agosto. É cobrada pelas empresas distribuidoras de energia eléctrica aos consumidores domésticos e actualmente aos consumidores não domésticos(Aprovado pelo decreto-lei nº 169-A/2005 de 3/10/2005) cujo consumo exceda 400 Kwh. O seu valor actual é de 1,75 Euros (acresce IVA a 5%).

É verdade que podemos pedir à EDP o cancelamento do dito pagamento, mas também é verdade que se o fizermos, teremos que pagar o dito ao Estado e concerteza com agravantes.

A DECO também comentou o assunto, e inclusivé a troca de alguns emails que foram feitos sobre o mesmo assunto, dizendo ser da sua autoria. Isso não corresponde à verdade como podem ver por este link.
No referido link podemos ainda ler:
A contribuição audiovisual (antiga taxa de radiodifusão) serve para financiar o serviço público de radiodifusão e televisão e é cobrada indirectamente através da factura da electricidade. Em 2008, a taxa é de € 1,71 por mês, e não € 3,42, como referido no e-mail. Esta diferença para o dobro deve-se ao facto de muitos consumidores receberem a factura da electricidade em cada dois meses.

A contribuição para o audiovisual deve ser discriminada de forma clara, como na ilustração. Os consumidores com um consumo anual de energia até 400 Kwh estao isentos. Por isso, se concluir que pagou indevidamente € 20,52 (€ 1,71 por cada mês) após consultar as facturas do ano passado, envie-nos as cópias para que possamos ajudá-lo no reembolso.


Se por acaso quiserem ficar assustados com os €€€ que isto pode representar, aconselho a leitura deste artigo no público. É realmente impressionante como somos delapidados pelo estado todos os meses. Pior, isso acontece, mas a nossa letargia e o nosso próprio egoísmo de esperar que seja o próximo a resolver o problema ou a lutar pela resolução do mesmo, para que depois possa usufruir do mesmo, em vez de nos juntarmos e lutarmos por uma sociedade mais justa, com menos políticos, menos corruptos, com impostos mais justos, e melhor aplicados.

Se por acaso o(a) leitor(a) deste blog também está contra este pagamento, existe uma petição online. Neste momento ainda só existem 648 assinaturas.

Que tal todos fazermos um pequeno esforço é prol de um país melhor?!