E se... existisse a possibilidade de ser primeiro ministro por um dia? Todos sabemos como isso não passa de retórica. Mas vamos supor que por um acaso do destino, o Primeiro Ministro português (seja ele quem for) sorteava e convidava uma família portuguesa para um jantar de Estado. Nesse acaso do destino, a família ganhadora era a sua. Obviamente que lhe passava pela cabeça o que deveria ou não abordar durante o jantar. Se deveria ou não fazer comentários políticos, se falava ou não sobre a situação do país. Ou se se limitava às futilidades do costume. Vamos supor que o Primeiro Ministro é uma pessoa de mentalidade aberta, sempre disposta a ouvir o povo, que o pôs no pedestal, e lhe pergunta que sugestões teria para tentar melhorar a vida do seu país. O meu desafio aqui, é propor-lhe que comente e nos sugira que medidas proporia ao Sr. Primeiro Ministro. Vou adicionando aqui a este post, todas as ideias que me passarem pela cabeça, mesmo não sendo um conhecedor nato sobre os mais variados assuntos que aqui vou escrever, baseando-me no senso comum.
ECONOMIA:
Não deveria o estado ser mais interveniente nas empresas onde detêm golden shares, nas empresas que detêm capital público e privado, e nas "suas" próprias empresas? Não deveriam as empresas públicas servirem de exemplos às outras? Não deveriam as empresas públicas serem as grandes fomentadoras de concorrência de mercado em benefício do consumidor e contribuinte? Não deveria o estado proporcionar melhores condições de vida aos seus contribuintes com o dinheiro que encaixa todos os meses? Só em Imposto sobre os Veículos (ISV) e o Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP), o estado em 4 anos arrecada mais de 20.000 milhões de euros de receita que são aplicados no financiamento das infraestruturas de transportes públicos. Sem dúvida que neste aspecto estão bem melhores que há 5/10 anos atrás, mas será que não se conseguiria fazer tão bem ou melhor, com melhor organização e optimização de recursos, permitindo dessa forma, também baixar esses impostos?
Outro ponto interessante é o facto de o estado português ter concedido um valor maior de subsidios a empresas privadas que a empresas públicas. Não deveria ser a preocupação principal do estado as "suas" empresas?
Como exemplo, temos a Caixa Geral de Depósitos. É verdade que o lucro da Caixa em 2008 caiu 46.4%, mas também é verdade que atingiu o belo número de 459 milhões de euros de lucro. Além disso o banco vai ainda entregar ao Estado 300 milhões de euros de dividendos. Não deveria ser papel do banco português do Estado patrocinar as melhores condições bancárias aos portugueses, e promover assim a concorrência a seguir o mesmo exemplo? Proporcionar as melhores condições de crédito habitação ao spread minímo possível, praticar as taxas de juro mais baixa aos empréstimos pessoais ou mesmo nos cartões de crédito, faria concerteza que mais portugueses aderissem ao banco ou que os demais concorrentes tivessem que praticar opções idênticas, e garantir que teriam uma vida um pouco mais desafogada. Além disso, sendo que a Caixa está entre os 50 bancos mais seguros do mundo, não seria interessante pensar numas destas ideias?
A concorrência na electricidade também é algo que veria com bons olhos. 3 anos sobre a liberalização, e os quase seis milhões de clientes de electricidade passarem a poder escolher o fornecedor, a EDP é cada vez mais a única alternativa... à EDP. O maior concorrente, "joint-venture" da Endesa com a Sonae, não vai renovar a maioria dos contratos com as indústrias. E para os domésticos a alternativa é a... EDP. Como poderemos ambicionar a pagar uma factura mensal inferior, se o próprio governo não impõe a saudável concorrência, e protege a "sua" empresa, com os preços da produção disponível em Portugal a serem demasiado caros face às tarifas do sistema público que o Governo mantém artificialmente baixas. Finalmente a aposta nas renováveis. Já não era sem tempo. Ainda assim não da melhor forma possível. Porque não dar reais benefícios fiscais a empresas a particulares que optem por este tipo de energia, promovendo os edificios/habitações auto-suficientes.
SAUDE:
Porque razão um profissional desconta tanto dinheiro por mês para o estado, e sempre que precisa de cuidados médicos, os hospitais estão a abarrotar de gente, o tempo de espera médio nunca é menos de 3 horas, isto para uma urgência, porque se estivermos a falar em consultas de especialidade, então o tempo médio sob em flecha e teremos que mudar a unidade de medida, para dias, senão semanas ou meses. Se pensarmos em cirurgias então chegamos ao ridículo de ter que esperar meses a fio. Não seria suposto uma das prioridades do governo garantir cuidados de saúde decentes a todos os seus contribuintes? Acho que seria o mínimo exigível.
Os nossos hospitais estão a ficar velhos, para não dizer que são. Proporcionar melhores condições de trabalho aos profissionais da saúde e a quem os procura por necessidade (ninguém vai a um hospital porque não tem nada para fazer) seria também uma medida que veria com bons olhos. Alguns hospitais chegam a ser deprimentes, tais as condições em que profissionais e utentes os encontram.
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Educação:
ReplyDeleteNão deveria este estado fazer um controlo exigente durante todo o ano lectivo em vez de avaliações que são de difícil interpretação, para não dizer, suspeitas.
Um professor tem o dever de leccionar um determinado programa, se existir uma rotação de avaliação presente durante o ano lectivo, diga-mos 2 em 2 meses alguém que compareça no estabelecimento de ensino e faça a sua avaliação no decorrer da aula e após a aula verificar se o professor está a cumprir, acredito que os resultados seriam melhores.
A educação escolar é um dos melhores trunfos para uma melhor sociedade... Mais capazes, melhores resultados.
Nós não educamos, nós despejamos matéria atrás de matéria sem olharmos para a dificuldade que alguns apresentam. Quando tal acontece, não existe um apoio ao aluno, o aluno é alertado que tem de se esforçar mais e acabou... 90% tornam-se mais um peso para o estado no futuro.
Vamos educar, formar e preparar as pessoas para a sociedade e para o mercado de trabalho...
Ensino não é um local onde os pais deixam os filhos para irem trabalhar...