Thursday, April 16, 2009

Cartão Único de Cidadão - Parte 2

Pois é... afinal houve sequela! E regra geral não costuma ser tão bom quanto o primeiro. Ora, foi bem pior que o primeiro.
Esta parte dois conta a aventura de dois amigos radicais que acharam que levantar o cartão de cidadão em uma horinha ou duas era de facto um excelente feito.

Ficam desde já avisados, que se forem levantar o cartão único de cidadão preparem-se bem psicologicamente para perder entre 4 a 6 horas. Pois, 6 horas foi o tempo que perdemos, e refiro-me apenas desde o tempo que conseguimos retirar a senha de levantamento e termos o cartão na mão.

Inadmissível o estado a que qualquer assunto que somos obrigados a tratar de burocracia pública chegou.
Pior, o zé povinho continua impávido e sereno, a viver letargicamente, sem reacção e a achar tudo normal.

Desde vez não, fomos directamente ao gabinete de reclamações e lá escrevi o que me ia na alma, inclusivé, que eram uns incompetentes e que se quisessem estava disponível para discutir ideias.

Uma pessoa sente-se completamente defraudada, chegou uma altura em que nenhum número avançava, isto porque ou chegava uma senhora grávida, uma pessoa com bébé ao colo ou no carrinho, ou uma pessoa idosa. Atenção que não tenho nada contra estes casos, o que tenho contra, é não se fazer um balção único para estes casos, para que as outras pessoas que chegaram às 8h15m da manhã, retiraram senha às 8h45m e passam ali horas à espera da sua vez e vêem passados à frente por outra pessoa que chegou à 5 minutos. Claro que o portuguesinho nisto também é pródigo... faço ideia quantos filhos se começam a pedir emprestados. Eu e o meu amigo chegámos a pensar em abrir uma banca nas lojas de cidadão para aluguer de bébés e crianças... ficámos na dúvida se isto poderia ser apelidado de trabalho infantil...

Enquanto as pessoas não perceberem que têm de protestar, que têm que lutar pelos seus direitos, e contra aqueles que só se limitam a alimentar os seus bolsos e contas bancárias com o dinheiro que descontamos todos os meses, lutar contra a injustiça, contra a incompetência, burocracia, mentira e engano, as coisas não mudarão.

Cada vez que for mal atendido num qualquer serviço protestarei, porei o meu nome no livro de reclamações e farei a minha parte. Será capaz de fazer a sua?

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